Sem mais, porque isso já é muito.
Cegos. É assim que descrevo os últimos seis meses. A maior diferença dessa cegueira é que só me dei conta da sua existência depois de ter passado, é como se no momento ela me cegasse e também me privasse de ver que estava ali, agindo silenciosamente e até tinha um gosto, era doce, suave... A tal da ausência de visão só apareceu depois que a situação mudou, que o jogo virou. Venho a afirmar algo um pouco cômico, mas foi como se enxergasse a cegueira que já passara.
Não tenho do que reclamar sobre esses fatos e nem sobre o quê vivi e tenho vivido, digamos que estou em um momento de conformidade e talvez se conformar seja a única coisa que se têm a “fazer”, afinal, não se pode mudar o passado e nem tentar insistir em um futuro falido, o que me resta é analisar essa cegueira e adquirir sabedoria, sugar ao máximo, tudo que ela tem a me oferecer, mesmo sem saber onde irei utilizar todo esse aprendizado derivado da mesma.
Tem hora que penso estar dando muito foco para esse assunto e em outras simplesmente desencano de toda essa história e acredito de fato que o que tivera de viver ali, naquele momento, já passou... Mas apesar de criar todas essas teorias que nunca irão ser reveladas, ainda é como se algo me prendesse a tudo isso, esse laço com o passado que as lembranças insistem em criar e torturar internamente. Ás vezes penso que é por causa do fim mal- acabado, mas que para mim terminou do jeito que deveria ter terminado; ás vezes penso que foi por causa de todo o roteiro e enredo de filme romântico vivido durante esse período... Por enquanto não sei o motivo, só sei que foi necessário.
E confesso, quando começo a falar e até mesmo escrever sobre isso, sinto uma repugnância, uma raiva de estar fazendo o quê as outras fizeram e o quê eu sempre critiquei, escrever sobre/ para você, cheias de lamentações patéticas e clichês, mas nesse mesmo momento me bate um alivio, pois sei que relato algo positivo e não planos futuros e nem um “quero você” disfarçado atrás de revoltas por ter acabado; fico feliz por te deixar em paz, te deixar respirar, por mais que no fundo, quer dizer, na superfície do meu coração, espalhado sobre ele, mora uma vontade enorme de saber onde você está, o quê sentiu, o quê você adquiriu de tudo isso e o quê pensa sobre tudo isso que passou se é que ainda pensa algo sobre essa nossa história.
Digo por fim, que é com total maturidade que estou passando por isso. Descobri tanta coisa, cresci espiritualmente, e agradeço, não sei para qual bem, qual melhor e qual caminho essa sua passagem na minha vida está me levando, só sei que agradeço, pois a partir dela já “avancei” um pouquinho no que se diz respeito a evolução sentimental.
oi. tudo blz? estive por aqui. muito legal. gostei. apareça por la. abraços.
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